Doutrina · Liderança
Os 5 estágios de uma crise — e onde os líderes quebram
No meu livro Liderança Autêntica, dedico um capítulo inteiro à liderança em situações de crise. A tese central cabe numa linha: a questão não é mais SE você vai passar por uma crise — é QUANDO. E, mais importante: como você vai lidar com ela.
O ciclo que toda crise percorre
- Negação — “o problema não deve ser tão ruim”. A marca da boa liderança é dispensar a negação rápido e enfrentar de frente;
- Contenção — abafar o assunto ou passar a bola. Inútil: crise não passa despercebida por muito tempo;
- Vergonha e culpa — a caça aos bodes expiatórios, que desperdiça energia exatamente quando ela mais falta;
- Alinhamento das ações — plano de resposta, solidariedade, reorganização;
- Estabilização — a vida continua. A fase de aprender e emergir melhor.
A crise revela o líder
Sob pressão, aparecem perfis conhecidos: o inseguro, que retarda decisões e transmite pânico; o arrogante, que ironiza e aposta que o problema some sozinho; o arbitrário, que divide quando deveria somar; o gestor, lógico-racional, que resiste e mantém a organização de pé; e o líder autêntico, que mobiliza pessoas, lidera pelo exemplo e transforma o imprevisto em aprendizado.
Frágil, resiliente ou antifrágil?
Depois da crise, há três destinos. Os frágeis saem quebrados — quase sempre conduzidos por líderes inseguros, arrogantes ou arbitrários. Os resilientes resistem e voltam ao que eram. E os antifrágeis saem melhores do que entraram — liderados por quem aprendeu com o caos em vez de apenas sobreviver a ele. Plano de contingência é como seguro: você faz torcendo para nunca usar. O mundo real não dá trégua para gente despreparada.
Sua liderança está preparada para o QUANDO — não para o SE?
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